A Stellantis planeja suspender novamente a produção de veículos na histórica fábrica de Mirafiori, na Itália, onde são produzidos o Fiat 500 elétrico e dois modelos da Maserati, segundo uma fonte sindical nesta sexta-feira.
A produção, que já havia sido interrompida de meados de setembro até 1º de novembro devido à baixa demanda, foi retomada esta semana, mas deve ser pausada novamente durante todo o mês de dezembro, conforme informações de fornecedores e outras fontes internas.
Ainda sem comunicação oficial da Stellantis para os sindicatos, o cenário de paralisação parece inevitável.
O jornal italiano Milano Finanza relatou que a linha de montagem do Fiat 500 foi reaberta na última segunda-feira com uma produção reduzida de 170 unidades por dia, mas encerrará as atividades novamente em dezembro, com previsão de retomada somente após 7 de janeiro.
Localizada em Turim, no noroeste da Itália, cidade de origem da Fiat, a fábrica de Mirafiori é um complexo industrial de grande porte, mas atualmente opera com capacidade reduzida.
A fonte sindical afirmou que a paralisação de dezembro também afetará a produção dos modelos Maserati, que enfrentam dificuldades de vendas.
A Stellantis tentou concentrar três meses de pedidos do Fiat 500 em novembro, mas não conseguiu ampliar a produção para dezembro devido a problemas na cadeia de suprimentos, que levaram à escassez de componentes.
Quando questionada sobre a situação, um porta-voz da Stellantis afirmou que a empresa revisará os cronogramas de produção nas próximas semanas e ainda não confirmou oficialmente os rumores sobre a paralisação de dezembro.
Rocco Cutri, líder sindical da FIM-Cisl em Turim, declarou que, embora não haja certezas, ele espera que os trabalhadores de Mirafiori sejam novamente colocados em licença temporária no final de novembro, possivelmente por um período de duas a três semanas.
A Stellantis enfrenta desafios globais no setor automotivo, incluindo a demanda reduzida por veículos elétricos, que são mais caros, e a crescente concorrência de fabricantes chineses.
Nos Estados Unidos, a empresa lida com altos estoques, o que a levou a reduzir suas previsões de lucro e fluxo de caixa.
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